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Aventura na Europa no século XXI

Gloria Oliveira Barrera
Jefa de Departamento de Portugués – EOI ALICANTE

Estamos tão acostumados a viver na modernidade onde tudo funciona e que podemos fazer todas as coisas que quisermos que quando sobrevém um capricho da natureza e afeta a utilização desse mover sentimo-nos roubados, abandonados, inúteis. Se faltar petróleo ou outro combustível importante, já não temos transportes rodoviários mas além de não podermos viajar, não se transportam os alimentos … nem os rémedios… nem muitas outras coisas…

Se faltar eletricidade então…para que falar???

Estraga-se a comida na geladeira, não podemos carregar a bateria do célular e depois de algumas horas já ficamos com ele inutilizado…. em algumas casas que têm vitrocerâmica, já não se pode cozinhar, nem usar o micro-ondas, nem passar o aspirador, nem ver televisão, nem navegar por internet… e sei lá quantas coisas mais…

Quando há um terremoto as nossas construções tão precárias desabam… e se há um torró forte as casas vão por água abaixo…E agora por culpa de um vulcão que ainda está bem longe de todos…já não podemos voltar para casa… ou ir para o trabalho….ou sair com a família de férias….ou qualquer outra viagem de avião pelo céu da Europa….

Com tudo isso vemos mesmo que não somos nada… somos como um monte de formigas… que tentam trabalhar e fazer coisas… mas se jogamos uma bacia de água  encima delas morrem logo afogadas….

Pensamos que temos poder, que sabemos fazer as coisas, que podemos tudo, dizemos sempre: “Querer é poder”… mas às vezes as adversidades e a natureza podem mais que nós, ficamos à sua mercê, ao seu cuidado, ao seu maltrato… somos como folhas caídas de árvores flutuando no rio, dependemos do vento e da correnteza do rio, não sabemos se vamos para a direita ou para a esquerda… se afundamos ou nos levam para a margem e da margem para terra e depois o vento nos faz voar, e lá vamos nós outra vez… sabe-se lá para onde… para onde o destino nos queira levar……

http://www.flickr.com/photos/9899582@N05/4592030357/

Há quem acredite em Deus e há quem não… mas temos que reconhecer que somos bem pouca coisa…. que avançamos muito mas também retrocedemos… que não dependemos de nós mesmos e nem da nossa exclusiva força e vontade … e apesar de tudo há alguma coisa mais poderosa cuidando de nós…e onde quer que estejamos… e para onde quer que vamos…faz com que apesar de que os nossos planos não tenham funcionado da maneira que queríamos, também não se perderam totalmente… tudo ao fim tem uma solução… menos a morte… e quem sabe, se até nela ou depois dela há um bom descanso… mas isso é melhor esperar bastante para descobrir…

La Escuela Oficial de Idiomas de Alicante no asume la responsabilidad sobre las opiniones expresadas en los artículos firmados, la cual es exclusiva de sus autores.
Agradecemos a nuestros alumnos, profesores, colaboradores y patrocinadores su participación en la revista.

EDITA: Escuela Oficial de Idiomas de Alicante
COORDINACIÓN: Juan Tomás García Asensi
ISSN: 1886-1792