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As tribos urbanas.

Marina García Jiménez
Aluna de Intermedio 2 de Português

http://www.flickr.com/photos/chrisrobinson/1423930260/

Os rockabilly, uma tribo em extinção
Quando começou em 1954, o rock’n’roll foi um shock total, uma explosão de poder, um ultraje à sociedade e, no entanto, o seu desenvolvimento era predizível. Os Estados Unidos, assim como o mundo Ocidental, sentia-se otimista porque tinha acabado a Segunda Guerra Mundial. Por primeira vez os teenagers tinham dinheiro para gastar e começavam a procurar uma identidade como tribo, alguma coisa na que basear as suas modas, alguma coisa que fosse sua, alguma coisa excitante. O rock’n’roll oferecia-lhes todas estas coisas!
O rock’n’roll era especial porque unificava as numerosas e diferentes tendências da música popular. Obteve a máxima popularidade entre 1955 e 1956.
Quando o rock’n’roll teve uma audiência de massas, em 1955, a reação foi incrível e de histeria. As estrelas de rock’n’roll eram aclamadas e perseguidas, os pais achavam que a música corrompia os seus filhos. Na televisão faziam-se campanhas em contra e os predicadores ensinavam que esta música era uma manifestação do mal.
Em pouco tempo, uma serie de catástrofes precipitaram o final do rock’n’roll, e no espaço de dois anos todos os intérpretes importantes ficaram “fora de jogo”.
Em 1957, Little Richard, que tinha tido éxitos como Tutti Frutti, abandonou o rock’n’roll para convertir-se em predicador e cantor de gospel. Em 1958, Elvis Presley alistou-se no exército e no mesmo ano produziu-se um grande escândalo pelo casamento de Jerry Lee Lewis com uma menor. Por outra parte, Chuck Berry foi preso por violar a lei de imigração.
Apesar da curta vida, o rock’n’roll, foi um movimento que teve repercussões posteriores que influenciaram os estilos musicais que apareceram depois e os seus seguidores mantiveram-se fieis à sua “cultura”.
O rock’n’roll não é apenas um estilo de música, é alias um estilo de vida, uma filosofia de pensamento, uma forma de vestir, umas regras de comportamento social entre os seus seguidores, é a devoção pelos seus ídolos ainda depois de mortos.
Hoje em dia, os rockers, ou rockabillys , vestem-se como faziam as estrelas de rock’n’roll nos anos 50: sapatos de plataforma alta, cabelos penteados com brilhantina/gomalina e levantado num topete, camisolas em cores vivas, às vezes em cores brilhantes pelos tecidos de cetim, calça jeans ou de pano perfeitamente lisos, e para completar o conjunto, nos dias frios, blusão de cabedal com fitas.

http://www.flickr.com/photos/mshades/

Uma moda defasada? Poderia dizer-se mais bem uma moda elegante, diferente, cuidada até o seu último detalhe, pode ser inclusive fora de contexto, mas por esta razão ainda mais autêntica.
Fazendo uma comparação com as minhas lembranças dos anos 80 e 90, hoje em dia há muitos menos rockers que nessas décadas, mas ainda podemos cruzar-nos nas ruas com eles. Uma tribo em extinção por acaso? Acho que não, porque como dizem os rockabillys “O rock’n’roll nunca morre”. E podemos ter certeza que enquanto a sua música esteja viva haverá rockers.

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EDITA: Escuela Oficial de Idiomas de Alicante
COORDINACIÓN: Juan Tomás García Asensi
ISSN: 1886-1792